Paixão pela natureza. Declare a sua !  

  

                                  

                                                                                                                       

Quais peixes eu posso ter?

carpa nishikigoi

 

Em aquários é muito comum a incompatibilidade de algumas espécies de peixes, como por exemplo, não é aconselhável manter juntos peixes tranquilos como o Kinguio e peixes mais agitados como os Barbus.
Já em lagos, pela quantidade de água e esconderijos, estas misturas não apresentam muitos problemas, porém ainda como no aquário é necessário não misturar espécies com necessidades diferentes (Ph e temperatura por exemplo). Também não é aconselhável manter juntas espécies muito agressivas e territorialistas com espécies pacíficas.

O ideal é se informar bem antes de introduzir uma nova espécie e ter cuidados básicos na hora de adquirir algum exemplar, como por exemplo escolher os peixes que nadam melhor, que estejam mais ativos e que não apresentem sinais como feridas, cicatrizes ou manchas não habituais da espécie.

 

Saiba um pouco mais sobre as carpas...

Kohaku

Pronuncia-se assim: “Corracu”. Esta variedade de nishikigoi possui estampas vermelhas (Hi, pronuncia-se “Rí”) sobre a base branca. É, sem dúvida, o mais apreciado entre todos os nishikigois e no qual se concentram grandes esforços de aperfeiçoamento. Passaremos a seguir algumas das “qualidades” desejáveis nesta estampa, mas não se prenda a elas como a uma regra fixa. Na hora de escolher o seu Kohaku, fique com aquele que mais o agradou.

O branco da base deve ser puro e homogêneo, o Hi bem marcado, homogêneo e vivo, sendo bem distribuído por todo corpo de forma equilibrada. O Hi pode ser de tonalidade “ferrari” ou “caqui”, sendo o último considerado muito sofisticado. É importante que o Kohaku não seja “careca”, ou seja, que tenha o Hi sobre a cabeça, em forma de “U” é o mais desejado. É importante também que ele não atinja o interior dos olhos, toda boca ou a “bochecha”. A estampa vermelha pode estar distribuída em várias formas e quantidade (uma, duas, três, quatro manchas entre outras), mas não deve estar presente nas nadadeiras ou na cauda.

Dentre os Kohakus, o Tantyo (Tantyo Kohaku) de boa qualidade sempre chama muito a atenção, pois possui o Hi apenas na cabeça, em forma arredondada como uma bolinha. Por lembrar a bandeira do Japão é chamado de “bandeirinha japonesa”, apelido este que desagrada a alguns estudiosos.

Taisho sanke

Seu nome pronuncia-se assim: “Taixô”. Talvez na mesma proporção em que o Kohaku, o Taisho é uma das estampas mais admiradas entre os nishikigois.

Sobre a base branca apresenta estampas vermelhas e negras. Sobre sua cabeça deve ser notado apenas o Hi (estampa vermelha), com a mesma qualidade do Kohaku e a estampa Sumi (preta) também deve ser bem marcada. O Sumi é mais apreciado quando está sobre o branco do que sobre o vermelho. O Taisho também possui pequenas listras negras nas nadadeiras, mas seu excesso não é apreciado.

Comida para peixes - Informações sobre a alimentação 

Quanto de comida colocar?

O excesso de comida oferecida aos peixes pode causar problemas.
A comida que não é aproveitada pelos peixes apodrece rapidamente, podendo acarretar desde mudanças no Ph da água até infestações de fungos, bactérias e parasitas, podendo causar doenças e até a morte dos peixes.
O ideal é oferecer aos peixes pequenas porções que sejam devoradas em no máximo 5 minutos, fazendo isso de 2 a 3 vezes ao dia.

Qual comida colocar?

Existem no mercado grandes variedades de rações, alimentos e suplementos alimentares para peixes. Escolha sempre a ração que mais se enquadre nas necessidades do seu cardume (peixes de fundo, peixes intermediários e peixes de superficie), dê preferência as marcas mais conhecidas no mercado.
As vitaminas contidas nas ração são facilmente destruídas quando em contato com a luz e o ar, por isso, não aceite embalagens transparentes ou violadas, por este mesmo motivo a quantidade a ser comprada deve ser o suficiente para ser utilizada em no máximo 2 meses.

Quantidade máxima de peixes em seu lago Viva Casa

É evidente que a quantidade de peixes se limita pela quantidade de água em seu lago. Um erro bastante comum para iniciantes no Hobby é introduzir uma quantidade exagerada de animais, provocando assim, além de, desconforto aos peixes, uma consequente falta de oxigenação e concentração de substâncias como amônia, extremamente prejudicial.

Para evitar este erro, existi uma regra geral para se saber quantos peixes colocar em um lago.
- > Para peixes de 2 a 5 cm, 1,5 L de água por cm de peixe.
De 5 a 9 cm, 2 L por cm
De 9 a 13 cm, 3 L por cm.
Para peixes maiores que 14 cm, 4 L para cada cm de peixe

Ex: Num lago de 3.000 L, você poderá ter – 15 peixes de 14 cm – 25 peixes de 11 cm – 45 peixes de 7 cm – 100 peixes de 5 cm

O que é Ph e Dh?

Ph

Tecnicamente falando, Ph é a quantidade de íons de Hidrogênio (H+) livres na água, porém, o que interessa ao ao hobby é como medir e controlar os níveis de Ph, mantendo assim saudáveis os seus peixes.
O Ph pode ser classificado em ácido, neutro e alcalino, sendo que, na escala entre 5 e 10 utilizada para aquários e lagos, de 5 a 6,9 é ácido, entre 7,1 e 10 é alcalino e 7 é dado como neutro.

Existem no mercado várias marcas de medidores (testes) e corretivos para o Ph, de uma forma geral todos tem eficácia, porém, você pode usar métodos naturais para fazer este controle, como por exemplo inserir no filtro do lago pedaços de xaxim natural para baixar o Ph lentamente. Já para aumentar o Ph é necessário inserir rochas ou conchas calcárias.
Se caso a água do seu lago não esteja com o Ph ideal e você optar por corretivos químicos, lembre-se de que as correções de Ph devem ser feitas lentamente, pois, as mudanças bruscas de Ph podem acarretar problemas aos peixes.

Dh ou dureza carbonatada

Dh é a quantidade de sais e carbonatos existente na água. O Dh segue uma escala que vai de 1 a 15, quanto menor o Dh mais mole é a água e quanto maior o Dh mais dura se torna esta água. A água da torneira geralmente é uma água mole, dificilmente atingindo mais que 3, pois, passa por processo de aeração na sua fase de tratamento, o ideal é que se mantenha o Dh entre 4 e 8.

O Dh é intimamente ligado ao Ph, pois, funciona como estabilizante. Com Dh baixo, provavelmente o Ph da sua água também diminuirá.
EX: Em uma água com Ph = 6,4 e Dh = 2, você efetuar uma correção de Ph para 7 e o Dh não for corrigido, certamente o Ph retornará a valores mais baixos.

Também existem no mercado produtos para medir e corrigir o Dh da água. Geralmente os corretivos de Dh também já funcionam como corretivo de Ph. É recomendável fazer medições e eventuais correções de Ph e Dh semanalmente, para que os mesmos não saiam do controle.

Evaporação - Dicas preciosas Viva Casa

Além da evaporação, o retorno da água para a atmosfera pode ocorrer através do processo de transpiração, no qual a água absorvida pelos vegetais é evaporada a partir de suas folhas. Evapotranspiração é o total de água perdida para a atmosfera em áreas onde significativas perdas de água ocorrem através da transpiração das superfícies das plantas e evaporação. Evaporação é o processo físico no qual um líquido ou sólido passa ao estado gasoso devido à radiação solar e aos processos de difusão molecular e turbulenta. Além da radiação solar, outras variáveis como: temperatura do ar, vento e pressão de vapor, também interferem na evaporação principalmente em superfícies livres de água.

Sendo assim, estima-se que um lago, tanto o do seu jardim quanto um grande lago natural, tenha uma perda de volume por evapotranspiração entre, 4 e 14mm por dia, dependendo das variáveis citadas acima.

Volume de água

É extremamente necessário que você saiba exatamente qual o volume de água no seu lago, pois, é a partir do volume que serão calculadas as quantidades de corretivos, remédios para tratamentos dos peixes, condicionadores de água e etc.Saiba como calcular exatamente o volume de água em seu lago:

1 – Em tanques quadrados ou retangulares simples:

Considerando: C = comprimento, L = largura e H = profundidade, basta multiplicar as três medidas e multiplicar por mil (tomando apenas o cuidado para que as 3 medidas estejam em metros), caso as medidas estejam em CM, basta dividir o resultado final por mil.

Ex: H = 0,3 m, C = 2 m e L = 1,5 m – 0,3 x 2 x 1,5 = 0,9 x 1.000 = 900 Litros
H = 30 cm, C = 200 cm e L = 150 cm – 30 x 200 x 150 = 90.000 ÷ 1.000 = 900 Litros

2 – Em tanques circulares: Considerando: D = diâmetro e H = profundidade, basta seguir a seguinte fórmula: (3,14 x (D ÷ 2)²) x H e multiplicar o resultado por mil (tomando apenas o cuidado para que as 3 medidas estejam em metros), caso as medidas estejam em CM, basta dividir o resultado final por mil.

EX: H = 0,3 m e D = 2 m – (3,14 x (2 ÷ 2)² x 0,3 -> (3,14 x 1²) x 0,3 -> 3,14 x 0,3 = 0,942 x 1.000 = 942 Litros

3 – Em tanques compostos: É necessário considerar o exemplo ao lado como se fossem 3 tanques, dois circulares (linhas pontilhadas) e um retangular no meio entre os dois, calculamos então o volume dos dois tanques circulares e do tanque retangular, depois é só somar os 3 volumes e multiplicar o resultado por mil.

EX: D1 = 2,5m, D2 = 1,75m, L = 1m e C = 2m, considerando profundidade H = 0,3m temos:
(3,14 x (D1 ÷ 2)²) x H + (3,14 x (D2 ÷ 2)² x H + L x C x H
(3,14 x (2,5 ÷ 2)²) x 0,3 + (3,14 x (1,75 ÷ 2)² x 0,3 + 1 x 2 x 0,3
1,47 + 0,72 + 0,6 = 2,79 x 1.000 = 2790 Litros

Lerneose e Argulose

                                                                                                                                                                         

O Que é a Lerneose?

A lernea, ou “verme âncora” como é conhecida, é uma doença muito comum na piscicultura, com alta ocorrência em peixes ornamentais. É um ectoparasita que acomete a maioria das espécies de peixes, ou seja não tem especificidade pelo seu hospedeiro. Porém, é verdade que peixes de couro como os catfishes e ciprinideos como as carpas koi e os kinguios são mais susceptíveis.
Em lagos ornamentais são inúmeros os casos relatados de carpas coloridas e kinguios infestados por este parasita. As infestações ocorrem, na maioria das vezes, em épocas mais quentes do ano entre a primavera e o verão. Os proprietários de lagos ornamentais costumam relatar a lernea como pequenos filamentos, ou fios aderidos na superfície do corpo dos peixes. Quando isto ocorrer fiquem espertos, Pode ser lernea!
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a lernea não é um verme e sim um crustáceo. No Brasil existem mais de 3000 espécies de crustáceos parasitas de peixes dos mais diferentes tamanhos e formas. Este gênero (Lernaea) tem entre os parasitas mais populares a Lernaea cyprinacea.

Femea Adulta de Lernaea cyprinacea     Lernea

Fêmea Adulta de Lernaea cyprinacea removida de um goldfish (Carassius auratus)

 

Facilmente visível a olho nu, tem o seu corpo alongado. A porção anterior se fixa ao peixe com auxílio de ganchos especiais com formato de âncora localizados na cabeça do parasita que penetra na musculatura do peixe e deixando a região caudal para fora com o formato de um verme. A infestação pode atacar o cérebro e órgãos importantes como o fígado, coração, baço, etc. Geralmente, penetra na pele e musculatura do peixe causando lesões ulcerosas com pontos hemorrágicos e necrose da pele. Esta lesão predispõe o peixe a infecções bacterianas secundarias. Os peixes acometidos sofrem perda de peso e redução da taxa de crescimento. Por ser hematófago quando ocorre infestações intensas, ou acomete peixes de pequeno tamanho corporal causam um quadro de letargia deixando os peixes enfraquecidos devido a anemia.

Peixe com lernea     Lernaea cyprinacea

Visualização de Lernaea sp. em um jundiá (Rhamdia quelen) e Lernaea cyprinacea em goldfish (C. auratus)

 

Um dos grandes problemas relacionados ao diagnóstico da lerneose é a não visualização de sua forma infectante imediatamente anterior ao estágio adulto. Os copepoditos infectantes, como são denominados, só podem ser detectados através de exame parasitológico laboratorial executado por um profissional.

Assim peixes são comercializados com grande risco de serem portadores deste parasita em suas formas intermediárias. Sem este controle, muitos kinguios e carpas koi são comerciazaliadas e disseminam a lernea para aquários, lagos ornamentais e tanques de criação. Quantos pessoas já não compraram kinguios e carpas coloridas e passado alguns dias percebem a projeção de inúmeros filamentos no corpo de seus peixes. É lernea! E tarde demais! Já está disseminada em seu lago, ou aquário.

 

 

O que é a argulose?

A argulose é uma doença ectoparasitária que ocorre com certa freqüência em pisciculturas ornamentais, pincipalmente na criação de kingyos e carpas. Causada pelo Argulus sp., vulgarmente conhecido como piolho de peixe, a argulose. A sua ocorrência em lagos é muito maior do que em aquários. Isto serve de alerta para proprietários de lagos ornamentais, pois o Argulus sp. deve constar na lista de doenças que merecem cuidados preventivos para evitar a sua introdução no ambiente aquático do lago.
A argulose acomete todas as espécies de peixes de água doce. Ciprinideos como carpas e kinguios são peixes com uma notável predisposição. Espécies nativas como alguns carás, joaninhas e traíras freqüentemente são encontrados em seus ambientes naturais apresentando também este parasita. O Argulus sp. apresenta adulto apresenta entre 5 a 8mm podendo ser visualizado macroscopicamente (sem auxilio de lupa, ou microscópico), facilitando o diagnóstico e triagem de peixes durante a comercialização.

 

Argulose       Argulus

Visualização de Argulus sp.

 

Uma característica particular do Argulus é a modificação de sua segunda maxila em duas estruturas circulares na porção ventral de seu corpo capazes de realizar sucção. Esta sucção torna-se essencial para a fixação do parasita em seu hospedeiro. A sobrevivência do parasita depende de sua habilidade em obter alimento. O Argulus alimenta-se de células da epiderme e fluidos contendo células sanguineas. Para isso possui uma estrutura em forma de estilete que auxilia na desfoliação da pele e penetração para injetar uma toxina que impede a cicatrização do local. O local de fixação é uma área que sofre uma severa irritação cutânea e avermelhamento da pele. As lesões consistem em ulcerações na pele, podendo servir de porta de entradas para infecções bacterianas ou fúngicas.

Peixe com argulose

Visualização de Argulus sp. em carpa Koi

 

Tratamento

1 - Remoção manual com pinça cirúrgica. No caso da lernea as lesões são mais profundas sendo necessário um banho com solução de Permanganato de Potássio e posterior remoção dos parasitas fixados. Outra alternativa é instilar um solução hipertônica com Cloreto de Sódio(Rinosoro Hipertônico 3%) sobre o parasita. Isto facilita a sua remoção com a pinça. . A remoção manual não significa que não há necessidade de tratamento com medicamentos. Esta serve apenas para interromper os danos diretos que o parasita ocasiona ao peixe enquanto o tratamento está em execução.
2 - Medicamentos na ração: Vitosan

3 - Produtos para banhos de imersão. Existem importantes marcas disponíveis no mercado que possuem ectoparasiticidas para uso específico em peixes ornamentais tais como: SERA (Cyprinopur), Aquarium Pharmaceuticals (Pond Care Dimilin), Azôo (Ectoparasiticide). Entre os princípios ativos largamente utilizados estão o diflubenzuron e alguns organofosforados como o Diflubenzuron, Trichlorfon e Malation.

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

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